Cama: linho vs algodão, o que realmente muda o sono

A conversa sobre cama quase sempre começa no número de fios. E o número de fios é, na maior parte das noites, irrelevante. Lençol de linho vale a pena por outro motivo, mais prosaico: temperatura da pele, peso sobre o corpo, o som que o tecido faz quando você vira. Linho e algodão não são campos inimigos. São dois modos de ar.
Linho
O linho conduz calor, enruga, amolece com a lavagem. Em clima quente — o nosso, a maior parte do ano — ele tira o excesso. Não brilha. Não finge seda. Pede aceitar o vinco como parte da cama, não como falha de arrumação. Quem busca um quarto que pareça catálogo vai se irritar. Quem busca dormir, talvez não.
Algodão
O algodão bem tecido, percal sem acabamento plástico, é mais neutro. Acolhe quem acha o linho áspero no rosto. Fios demais, com silicone e “toque acetinado”, viram filme sobre a pele: esquentam, escorregam, suam. Menos marketing, mais gramatura honesta.
Uma casa pode misturar: lençol de linho, fronha de algodão. O armário pequeno ensina o mesmo gesto — poucas peças, cada uma com função. A cama também. O roupão que espera no gancho é o mesmo critério, em pé.
Antes de trocar o jogo inteiro, troque a luz do quarto. A luz da casa regula o sono com mais lealdade do que qualquer tecido caro. Depois, se ainda couber, o linho. Sem urgente.
